Foi em Dezembro de 2019 que o mundo se deparou com a notícia, de que na cidade chinesa de Wuhan um novo vírus atingia a população. Duas semanas antes do anúncio da OMS, um algoritmo de inteligência artificial da Start Up canadiana BlueDot deu o alerta às autoridades de que um vírus devastador iria surgir, através da leitura de notícias publicadas nos meios de comunicação, mortes sem explicação e sintomas que não estão presentes em nenhum diagnóstico conhecido. Com uma previsão de 65 milhões de mortes estimadas em todo o mundo, o que foi feito perante este aviso?
 
No início do surto, as comunicações entre cientistas chineses e norte americanos foram limitadas, algoritmos com “AI” bloquearam mensagens na aplicação “We Chat”, que continham palavras como, “pneumonia Wuhan desconhecida”, “mercado de peixe Wuhan”, “variação SARS”, “laboratório P4 de vírus”, “Wuhan comité saúde”, “surto de SARS”, tal como afirma um estudo do Citizen Lab da U­­­­niversidade de Toronto, criando por completo uma barreira para o combate pró-ativo ao vírus.
 
À semelhança do que aconteceu nos anos 80 com Chernobyl, a China tal como a antiga União Soviética, por questões de patriotismo não comunicou o problema numa fase inicial. Antevendo o futuro económico do mundo, prevê-se facilmente que estando as indústrias Americana e Europeia em declínio, o motor do mundo será o continente asiático.
 
A UE desenvolveu um pacote de 750 mil milhões de euros, no entanto esta medida pode mostrar-se prejudicial se nós, enquanto cidadãos, não fizermos a nossa parte. Analisando o panorama nacional, no que diz respeito a matéria de financiamento externo, Portugal encontra-se numa situação preocupante. Tendo em conta a divída publica de 260 mil milhões, cerca de 120% em relação ao PIB nacional, o país precisará mais uma vez de ajuda por parte da união europeia. Quem pagará a fatura mais tarde?
 
O período após a pandemia será marcado pelo desaparecimento de empresas, prevendo-se que as que continuarem no ativo sejam iludidas por um falso crescimento económico. Após um período de baixo consumo por parte da população, a tendência é que este aumente abruptamente criando-se uma enorme “bolha” de gasto por parte dos consumidores. A médio prazo o cenário mais provável será uma recessão com contornos sem igual, não necessariamente pela dimensão, mas pelo desconhecimento por partes dos analistas de uma crise desta natureza, imprevisível, de impacto mundial com a particularidade de afetar todos os setores.
 
É de extrema importância que governo, bancos, patrões e funcionários estejam unidos. De forma a não colocar em causa a nossa sociedade e a democracia, é importante não deixar a economia estagnar. Consciencializar a população é uma prioridade, uma vez que as consequências vão muito além das mortes previstas. Precisamos de tomar atitudes no presente a pensar no futuro das próximas gerações e principalmente no daqueles que têm créditos à banca. Suspender a atividade económica neste momento é sinonimo de aumento do desemprego e da pobreza, incremento do crédito malparado e aparecimento de movimentos extremistas.
 
É preciso adotar medidas de contenção e mecanismos de ajuda no imediato. Incutir às entidades e particulares que a solução passa por contrair empréstimos com taxas de juros de 13%, é mais uma vez beneficiar os banqueiros. Não precisamos de mais endividamento, precisamos sim de um alívio nos custos fixos e uma suspensão temporária das contribuições. É necessário evitar que mais uma vez Portugal e os Portugueses fiquem nas mãos do setor bancário.
 
Ter uma ajuda financeira séria, manter a economia viva e o país em funcionamento é da responsabilidade de todos.